Mille leva prêmio Ecomotor 2009
Segunda-Feira, 09 de Novembro de 2009, 19h03 Atualizada às 19h03.
Fonte: Revista MotorShow

A economia no consumo de combustível do Mille Economy rendeu a ele um novo título: “EcoMotor 2009”, cedido pela Revista MotorShow recentemente. Testado entre outros veículos, além de apresentar excelentes níveis de consumo, se destacou pela menor taxa de emissão de poluentes.



Veja matéria abaixo, publicada na Revista Motor Show:



Mille leva prêmio Ecomotor



Foram dois critérios para a escolha do modelo que ganharia o título “EcoMotor 2009”. O primeiro era que o candidato utilizasse um combustível renovável, no caso, o etanol. O segundo que tivesse a menor média de consumo km/l com esse combustível. Deu Mille! Se fosse flex, o smart seria um forte candidato ao título, mas, queimando gasolina, ele emitiu nada menos que 18,2 kg de CO² durante a realização do teste. E, antes que alguém diga que o etanol polui mais que a gasolina (provavelmente influenciado pela Nota Verde divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente), podemos garantir que o Mille, neste ranking, também passou com louvor. Teve nota 8,8 com gasolina e 9,0 com etanol. Ou seja, é o menos poluente com qualquer índice adotado.

Mas, analisando os resultados de nosso teste, “O Carro mais Econômico do Brasil”, algumas conclusões ficam evidentes. A primeira é em relação às vantagens do etanol. Além de garantir mais potência ao motor, o combustível é também benéfico para o seu bolso. Mesmo estando em uma fase de alta dos preços – resultado da entressafra da cana e do aumento da demanda por açúcar no mercado internacional -, os carros que utilizam o etanol no teste percorreram o trajeto com menor custo.

A segunda constatação foi a de que a indústria tem condições, sim, de diminuir o impacto dos carros no meio ambiente. Basta um pouco de boa vontade. Com bielas mais leves, pistões menores, molas com menos cargas nas válvulas, comando de injeção com mais recursos, catalisador com menor restrição, adoção de um óleo mais fino, menor rotação de marcha lenta, marchas mais alongadas, mudanças na geometria de suspensão e um pneu de baixo atrito fizeram nascer o Mille Economy. O mesmo vale para o Pólo, que mesmo com um motor 1.6 convencional, se beneficia de mudanças visuais favoráveis à aerodinâmica, de um câmbio alongado, de pneus de baixo atrito e de um volante com assistência eletrohidráulica, no lugar de um sistema hidráulico mais pesado.